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Para você

Planejamento patrimonial e sucessório

Planejamento sucessório costuma ser adiado porque o assunto é desconfortável. O custo de não ter planejado, porém, nunca é pago por quem adiou: é pago pelos filhos, pelo cônjuge, pelo sócio que ficou, em dinheiro, em tempo de inventário e, muitas vezes, em relação familiar desfeita. O trabalho aqui é montar, em vida, o desenho que evita isso.

O que costuma trazer alguém até aqui

Este é o tipo de trabalho que quase sempre começa por um gatilho concreto. Alguns dos mais comuns:

  1. O patrimônio cresceu, hoje envolve imóveis, participação em empresa e aplicações, e ninguém na família sabe direito o que existe nem em nome de quem.

  2. Você acompanhou de perto um inventário difícil (de um parente, de um amigo, de um sócio) e não quer repetir aquilo com sua família.

  3. Existe uma empresa familiar e a dúvida é como transmitir a participação sem que o negócio pare, brigue ou perca valor no meio do caminho.

  4. Há filhos de casamentos diferentes, um filho que trabalha no negócio e outros que não, ou um filho que precisa de proteção específica ao longo da vida.

  5. A Lei Complementar 227/2026 mudou o ITCMD, com progressividade obrigatória em todos os estados e soma das doações feitas ao mesmo donatário no mesmo exercício, e você quer entender se isso muda o que estava previsto para depois.

O que o acompanhamento inclui

  1. Mapeamento do patrimônio e da família

    Levantamento de bens, participações societárias, regime de bens do casamento, herdeiros necessários, dívidas e garantias, e das expectativas de cada um, que raramente coincidem.

  2. Comparação de cenários

    Apresentação das alternativas possíveis com seus efeitos e seu custo estimado, incluindo o cenário de não fazer nada, que também tem preço e precisa estar na mesa.

  3. Execução dos instrumentos

    Redação e acompanhamento de escrituras de doação, testamento, contratos, alterações societárias, pacto antenupcial e registros necessários, com o cuidado formal que evita a discussão futura.

  4. Revisão periódica

    Planejamento não é documento que se guarda na gaveta. Casamento, nascimento, separação, venda de empresa e mudança de lei alteram o desenho, e a estrutura precisa acompanhar.

Os três pilares desta atuação

  1. Prevenção

    Decidir em vida, com as regras claras

    O ponto preventivo central é organizar patrimônio, sucessão e proteção familiar enquanto há tempo de comparar cenários: doação com usufruto, testamento, seguro, previdência privada e, quando fizer sentido, uma estrutura societária. A organização prévia reduz tributação inesperada e conflito entre herdeiros.

  2. Problema ou autuação

    Quando a sucessão chega sem planejamento

    Sem planejamento, o custo aparece de uma vez: ITCMD apurado às pressas, bens indisponíveis até a partilha, despesas do inventário correndo e decisões de dinheiro tomadas no pior momento da família. Também aparecem as divergências que o titular poderia ter resolvido em vida, e que agora ninguém tem autoridade para resolver.

  3. Experiência e resolução

    Instrumentos na medida do caso, sem estrutura artificial

    A condução compara os cenários com números e documentos, executa os instrumentos escolhidos e mantém a revisão periódica, porque a lei e a família mudam. Estrutura artificial ou desproporcional ao patrimônio é desaconselhada na primeira conversa, e não depois de contratada.

Frentes de atuação

  • Defesa contra cobranças e autuações

    Impugnação de exigências fiscais e acompanhamento administrativo ou judicial.

  • Imposto de Renda da Pessoa Física

    Revisão de declarações, pendências, malha fiscal, omissões, ganho de capital e rendimentos.

  • Restituição de tributos

    Análise de pagamentos indevidos e recuperação de valores.

  • Regularização fiscal e patrimonial

    Bens, rendimentos, declarações, ativos no Brasil e no exterior, conforme aplicável.

  • Planejamento tributário pessoal

    Organização lícita de rendimentos, patrimônio e operações.

  • Holding familiar

    Constituição, revisão, governança, doação de quotas, usufruto e regras de sucessão.

  • Tributação em inventários, doações e heranças

    ITCMD, ganho de capital, avaliação de bens e estruturação sucessória.

  • Tributação imobiliária

    Compra, venda, permuta, locação, ganho de capital e regularização.

  • Isenção de Imposto de Renda por doença grave

    Análise de requisitos, requerimento e medidas administrativas ou judiciais.

  • Benefícios e isenções tributárias para PcD

    Análise individual de tributos e direitos aplicáveis.

  • Defesa em execução fiscal

    Bloqueios, penhoras, responsabilidade e medidas de defesa.

  • Regularização de débitos e parcelamentos

    Negociação e organização de pendências fiscais.

  • Tributação de profissionais liberais

    Médicos, dentistas, advogados, consultores e demais prestadores de serviços.

  • Tributação de investimentos e participações

    Ganhos, rendimentos, quotas societárias e operações patrimoniais.

  • IPTU

    Revisão da cobrança e de aumentos indevidos, com análise do valor venal do terreno e da construção.

  • ISSQN para profissionais liberais

    Análise do enquadramento e do recolhimento na atuação autônoma.

  • MEI

    Formalização e saída da informalidade, regularização de dívidas e obrigações em atraso, negociação e parcelamento de débitos.

  • INSS

    Planejamento para aposentadoria, revisão de benefícios previdenciários e regularização de contribuições e vínculos no CNIS.

Perguntas que aparecem com frequência

  • Isso é só para quem tem muito patrimônio?

    Não. Uma família com um imóvel, um carro e uma conta bancária também passa por inventário, também paga ITCMD e também pode ficar meses sem acessar recursos. O que muda com o tamanho do patrimônio é a complexidade das ferramentas, não a utilidade de organizar.

  • Ao doar os bens em vida, o controle sobre eles se perde?

    Não necessariamente. Existem instrumentos criados justamente para separar a titularidade do controle e do usufruto, permitindo que você continue administrando e recebendo os frutos enquanto viver. Qual deles cabe no seu caso depende do que você quer preservar e de quem está envolvido.

  • Consigo excluir um herdeiro do planejamento?

    A lei brasileira protege a legítima dos herdeiros necessários, e planejamento que ignora isso tende a ser desfeito depois, com o agravante de virar litígio entre irmãos. Há margem real de organização dentro da lei, e é dentro dela que o planejamento é construído.

  • Quanto tempo leva?

    Depende muito de quantas pessoas precisam concordar e de quão organizada está a documentação. Levantamento e desenho costumam levar semanas; a execução depende de cartório, junta comercial e da própria família. Prazos são estimados depois da análise dos documentos, não antes.

  • Como planejar o futuro patrimonial de um filho com deficiência?

    O planejamento pode combinar testamento, doação, usufruto, seguros, organização de bens, governança familiar e a definição de pessoas de confiança. Também deve considerar autonomia, continuidade dos cuidados, benefícios assistenciais e custos tributários. É um dos temas do Núcleo TEA e PcD do escritório.

  • O que muda no planejamento com a nova lei do ITCMD?

    A Lei Complementar 227/2026 tornou obrigatória a progressividade das alíquotas em todos os estados, respeitado o teto de 8%, e mandou avaliar cotas de empresa pelo valor de mercado. Como lei estadual editada em 2026 só produz efeitos a partir de 2027, planejar com a regra da data certa passou a ser parte central do trabalho.

  • Doar em vida ainda vale a pena com as regras novas?

    Pode valer, mas a conta mudou: doações repetidas à mesma pessoa passaram a se somar dentro do mesmo ano para efeito de alíquota, o que encerrou a prática de fracionar doações para pagar menos. A resposta depende do patrimônio, dos objetivos da família e da comparação entre transmitir agora e transmitir depois.

  • Planejamento patrimonial e sucessório é somente para grandes patrimônios?

    Não. Ele também é útil para famílias com imóveis, empresas, dependentes, filhos menores, pessoa com deficiência, união estável ou conflitos potenciais. O objetivo é organizar decisões, custos, administração e continuidade, e não apenas reduzir tributos.

As respostas acima são gerais por natureza. A sua situação exige análise documental e jurídica individual. Nenhuma orientação jurídica é prestada sem a análise do caso concreto e dos respectivos documentos.

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